Deito-me no chão, na terra, respiro.
Sopro. O sopro ricocheteia na terra
de um país devorado pelo Sol
consumido num horto de incêndios.
Ao meio-dia corre um vento que seca
fissura a pele e apaga a memória
Estou cansado. Por entre o fumo
uma nesga de céu abafa o silêncio crepitante das chamas.
O mar lá longe, fechado na concha de um búzio
A imitar o eco de um peito submerso.
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