Na palma da mão guardo uma pedra
fria, rude, gasta pelo vento
que o silêncio amadurece e medra
cravada no meu pensamento.
fria, rude, gasta pelo vento
que o silêncio amadurece e medra
cravada no meu pensamento.
Hipérbole vã, cansaço mudo
expressão de ausência profunda
onde o peso de um seixo é tudo
e tudo de mar inunda.
A voz transborda o que o peito contém
O deserto que a alma tem
O resto é um sempre que nunca mais vem.
Sem comentários:
Enviar um comentário