Mesmo antes da cortina de água
que a noite fará desabar
do assobiar do vento nas copas das árvores
da mudança cromática da paisagem
antes de se fechar a gaveta da semana
Há ainda tempo para estender a mão
pegar no telefone e perguntar
se estás onde penso que existo.
Nesse centro sísmico do mundo
num espaço de tempo fechado
eternamente fugaz, onde se pode mergulhar
Ou bater asas e levantar voo
o murmúrio do silêncio da linha adensa-se
confunde-se com o vento
a voz e a vénia dos ciprestes
que guardam as alamedas da cidade.
O que há do outro lado da linha?
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