A voz que não sai do canto
um grito apertado num rincão escondido
Versos que nascem, erguem-se a pique
e de seguida chovem em pranto
A vida de rimas me salpique
o silêncio apócrifo do destino
A embriaguez de simplesmente existir
numa injustiça sem tino
Sem comentários:
Enviar um comentário