14 de janeiro de 2026

Hipérbole vã

Na palma da mão guardo uma pedra
fria, rude, gasta pelo vento
que o silêncio amadurece e medra
cravada no meu pensamento.

Hipérbole vã, cansaço mudo
expressão de ausência profunda
onde o peso de um seixo é tudo
e tudo de mar inunda.

A voz transborda o que o peito contém
O deserto que a alma tem
O resto é um sempre que nunca mais vem.