(assumindo que o poema sou eu, real, ideológico, transparente)
Com a mão direita escrevo de forma ardente
melancólica
silenciosa
Odes à lua, à demência do coração
No recesso de cada estação
tento em vão
substituir o sangue pelo mel
acalmar arritmias
Com a tinta dourada de um poema
Disfarçar a idade com que escrevo
Dar sentido à raiz dos dias
e à espessura das coisas esquecidas
iluminar os poros da pele
com a luz que se derrama de um sorriso.
Com um dedo da mão direita escrevo de novo
de forma ardente
o teu nome na poeira de uma janela
batida pelo vento.
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