19 de dezembro de 2021

Revisitar Cesário e o Tejo

 


Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer

27 de agosto de 2021

Das coisas que se propagam

Tudo se espalha
ao comprido
os silêncios
a vida
as palavras ululantes clamado por silêncio
um sorriso cúmplice
o desviar de um olhar
as cores de uma paisagem
a luz
as sombras do entardecer
a escuridão
a ausência
a saudade
o tempo
o tumulto branco dos dias
o cabelo derramado sobre uma almofada
o sorriso
o cheiro matinal do café
o atardecer das sextas-feiras