23 de abril de 2026

Poema 52


Um ruído no amanhecer
uma surdina a nascer da terra
um tremor de passos crescente
irrompendo sem quartel
das calçadas dos quartéis
espalhando-se pelo ar,
as cidades e as serras
a planície verdejante 
como páginas de um romance

Adultos, crianças 
armados de cravos
e contagiante alegria 
improvisando poesia
e um novo país
onde sonhando se semeou
com fervor humano
um ardor soberano 
E se calou o silêncio

E depois do Adeus
sopra fortemente
o Vento desse momento

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