A alma tinha clara como um poema contínuo
atravessado de vozes leves e sussurros discretos
como a silenciosa poeira que assenta sem tremer
oferecendo formas rápidas de declamar o esquecimento.
É assim que nascem as canções
e se evaporam os sentimentos, como o vento
e a areia se escapam entre as mãos abertas
independentemente da pureza do amor.
É assim a imagem doce de um eco sobre a pele,
uma luz breve pousada na memória indelével
porque o que nunca passa não morre
e acentua o cantar na ausência.
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