6 de novembro de 2026

A alma tinha clara

A alma tinha clara como um poema contínuo
atravessado de vozes leves e sussurros discretos
como a silenciosa poeira que assenta sem tremer
oferecendo formas rápidas de declamar o esquecimento.

É assim que nascem as canções 
e se evaporam os sentimentos, como o vento
e a areia se escapam entre as mãos abertas
independentemente da pureza do amor.

É assim a imagem doce de um eco sobre a pele,
uma luz breve pousada na memória indelével
porque o que nunca passa não morre 
e acentua o cantar na ausência. 


Sem comentários: